ANA PAULA AZEVEDO DE AVIZ - CRT 46305
Terapeuta Holística

SAIBA A DIFERENÇA ENTRE O MENTIROSO E O MITÔMANO

Postado por ANA PAULA AZEVEDO DE AVIZ (46305) em 30/03/2011 às 10:04
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"A mentirinha”, que faz parte das ferramentas sociais de convívio, é totalmente normal. Essa questão de não dizer a verdade pode acontecer, por exemplo, quando não queremos magoar quem gostamos. Portanto, mentirinhas são comuns em alguns casos. O problema é quando essa ação se transforma numa segunda - e mais conveniente - realidade, e seu criador passa a aceitá-la e divulgá-la como verdade absoluta. Este desvio é chamado de mitomania, que é um distúrbio de personalidade onde o paciente possui uma tendência compulsiva pela mentira.

O mentiroso tem finalidades práticas, enquanto que o mitômano (conhecido  também como mitomaníaco) encontra na fraude uma forma de suprir lacunas da vida. Não são mentiras quaisquer, elas têm como objetivo o engrandecimento do ego da pessoa.  É provável que o mitomaníaco se sinta inferior, inseguro ou tenha dificuldade de acreditar em si mesmo. A auto-estima é muito abalada e ele não consegue aceitar as próprias limitações.

A mitomania pode apresentar sinais na infância mas, infelizmente, o diagnóstico nesta fase é difícil. O senso de realidade da criança é diferente do adulto. Quando ela diz que o pai é mais forte do que o Super-Homem, é normal. É uma questão da fantasia da criança, muito importante nesta fase. Mas se ela passar da fase pré-escolar e não conseguir amadurecer para tolerar as frustrações sem recorrer à mitomania é sinal de que a criança se sente inadequada ou inferior.

Normalmente a mania de contar mentiras surge depois de um grande fracasso, quando a pessoa se sente injustiçada pela vida.  Pois pode desenvolver um quadro de depressão ou usar a mitomania como forma de compensação. É como se fosse um antidepressivo, já que levanta a moral por um tempo.

O mitomaníaco sabe, no fundo, que o que diz não é totalmente verdadeiro, mas a mentira garante um equilíbrio interior. Ele prefere acreditar em sua realidade.

Esse comportamento patológico se torna um estilo de vida difícil de ser controlado como qualquer outra doença psiquiátrica. Por isso é importante que ao reconhecer o problema a pessoa procure ajuda profissional.

A psicoterapia terá como objetivo ajudar a pessoa a se fortalecer emocionalmente para suportar o contato com a realidade, abrindo mão das fantasias e trabalhando a auto-estima.  

A avaliação psiquiátrica também é relevante, já que se trata de distúrbio da personalidade onde o paciente possui uma tendência compulsiva pela mentira.

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